Assédio moral e sexual no ambiente de trabalho: Será? Veja como foi a live do SINDPERS desta semana

O SINDPERS realizou, na noite de quarta-feira (16), a live “Assédio moral e sexual no ambiente de trabalho: Será?” como parte da campanha mundial de prevenção ao suicídio “setembro amarelo”. A convidada para falar sobre o tema foi a psicóloga social do Trabalho Fabiane Konowaluk Machado. Fabiane também é especialista em Psicologia Jurídica e Perícia Psicológica, mestre e doutora em Serviço Social/PUCRS, pós-doutora em Psicologia Social e Institucional/UFRGS e conselheira Conselho Regional de Psicologia do RS. Na transmissão, a psicóloga falou sobre a caracterização de assédio moral e sexual e respondeu a perguntas dos internautas.


Em sua fala, Fabiane explicou o que vem sendo considerado como assédio moral pelos especialistas, “assédio moral é uma exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações que são humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, independente da relação hierárquica”, explicou. Ela também lembrou que, muitas vezes, esses comportamentos podem ser sutis, mas, ainda assim, são situações de assédio.


A psicóloga ainda lembrou que o assédio sexual no ambiente de trabalho nem sempre se caracteriza pelo toque indesejado, ainda que este seja, sim, um marcador de situações de assédio. “Normalmente começa com comentários mais ousados, que não são da rotina. É quando ultrapassa… aqueles olhares, insinuações, perguntas sobre a nossa vida pessoal e que causam embaraço e que eu não quero falar no ambiente de trabalho. São perguntas que têm um cunho erótico, uma segunda intenção, não são apenas perguntas corriqueiras”, pontuou Fabiane. Ela também destacou que o assédio sexual tem como característica ser de alguma forma invasivo.


A importância de uma rede de suporte para as trabalhadoras e trabalhadores que passam por situações de assédio também foi um ponto levantado pela convidada. Para ela, é importante que se busque o sindicato para realizar reclamações e denúncias desse tipo, a fim de evitar que a situação de assédio vire uma exposição para a pessoa assediada. O coordenador-geral do SINDPERS, Thomas Vieira, que realizou a mediação da conversa, destacou que o sindicato está sempre à disposição e também conta com uma assessoria jurídica para orientar os colegas: “Nós tentamos colocar todo o tipo de ferramenta à disposição dos colegas para que a informação possa chegar, temos nosso número de Whatsapp, para que qualquer pessoa que se sinta em uma situação de assédio possa entrar em contato, que vamos encaminhar da melhor maneira”, explica o coordenador.


O número de contato do SINDPERS é (51) 99711-9345.


7 visualizações0 comentário