Cesta básica em Porto Alegre tem segunda maior variação do país e compromete mais de 60% do mínimo

Os dados do relatório de junho da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE desde 1959, são alarmantes para os moradores de Porto Alegre e região metropolitana. Isso porque a Capital gaúcha figura como a segunda com o maior aumento no valor da cesta básica em 12 meses. No período, a alimentação básica para uma família teve um aumento total de 25,35%.


A cesta básica em Porto Alegre é também é a segunda mais cara entre as capitais. Com um valor médio de R$ 642,31, fica atrás apenas de Florianópolis, onde o valor gira em torno de R$ 645,38. A variação da cesta básica por aqui ficou em 0,84% no último mês.


O preço do leite integral e da manteiga foram alguns dos que impactaram nesse resultado, com um aumento de 6,20% em Porto Alegre. A carne bovina de primeira também contou, tendo a maior alta na capital gaúcha (6,45%).


Outro produto, que não está na cesta básica, mas impacta diretamente na segurança alimentar das famílias brasileiras e viu seu preço disparar nos últimos meses foi o gás de cozinha. Nesta terça-feira (06), o produto fica 5,9% mais caro nas refinarias de todo o país. Desde o início do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o gás de cozinha acumula alta de 66%.


Segundo o levantamento do DIEESE, em Porto Alegre, a cesta básica é responsável por consumir 63,13% do salário mínimo. Sendo necessárias 128 horas e 28 minutos de trabalho para pagar apenas pela alimentação básica.


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