Com 8 mil casos de covid-19 ativos no estado, sistema de saúde se aproxima do limite

Desde que o primeiro caso foi confirmado no Rio Grande do Sul, em 29 de fevereiro, já se passaram quase cinco meses. Mesmo assim, a pandemia segue avançando e está longe de ser controlada no estado. Pesquisadores da UFRGS projetam que o pico de disseminação do novo coronavírus deva acontecer apenas em agosto em Porto Alegre, cidade com o maior número de casos registrados de covid-19.


Na quinta rodada da pesquisa de monitoramento realizada pela UFPel, divulgada no início de julho, o estudo apontou para a diminuição constante nas taxas de isolamento da população. Em Caxias do Sul, por exemplo, a pesquisa foi realizada com 500 moradores e 40% afirmam que saiam todos os dias de casa, a maior porcentagem do Rio Grande do Sul. Outros 47,4% dos entrevistados saem apenas para atividades essenciais e 11,8% estão permanentemente isolados.


Nesse cenário, os números não permitem negar a realidade do que realmente vem sendo a resposta gaúcha à crise sanitária. O novo coronavírus já chegou a 92% dos 497 municípios gaúchos, com mais de 57 mil infectados e 1.494 vidas perdidas. Destes, 20.140 casos foram registrados nas últimas 4 semanas epidemiológicas, que consideram a data de início dos sintomas.


De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde desta sexta-feira (24), 14% dos casos registrados estão ativos, representando mais de 8 mil infectados. Com esse avanço rápido da pandemia, os sistemas de saúde público e privado se aproximam do limite. Na rede privada, 81,2% dos leitos de UTI adulto já estão ocupados, no SUS a ocupação é de 74,8%. Em algumas regiões a situação é ainda pior. É o caso da região de Novo Hamburgo, onde 96,6% do total de leitos está ocupado.


O fracasso dos governos no combate à pandemia é flagrante. No estado, o Modelo de Distanciamento Controlado permite a abertura de diversos setores de serviços e comércio mesmo em regiões em bandeira vermelha. Além disso, o governo do estado revisa a classificação dessas regiões de acordo com as pressões recebidas por parte de setores do empresariado. Nem distanciamento, nem controlado, o modelo falhou e a covid-19 avança.


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