Observatório indica que pressão sobre indecisos será decisiva em votação da Reforma Administrativa

A Frente Parlamentar Mista do Serviço Público lançou um Observatório para acompanhar as intenções de voto de deputados e senadores em relação à PEC 32/20. Os números apresentados pela Frente mostram a possibilidade real de derrota da reforma administrativa no plenário da Câmara dos Deputados.


Segundo o levantamento do Observatório, os deputados que se declaram favoráveis à aprovação do texto somam 262 votos, enquanto os contrários equivalem a 190 votos. Ou seja, até o momento, o governo ainda não reuniu os 308 votos necessários para aprovar a proposta.


Isso demonstra que a disputa está aberta e são os 59 deputados ainda indecisos que irão definir o futuro do serviço público no país. Se o levantamento estiver correto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), precisaria convencer pelo menos 46 parlamentares do grupo indeciso para chegar aos votos necessários para aprovação do texto.


O usual na Câmara é levar para o plenário somente matérias que tenham margem de segurança para o governo, normalmente em de quarenta votos além dos 308 necessários. Sem os votos necessários, o tempo corre contra Lira e Paulo Guedes, já que o prazo final para levar para votação seria o dia 18 de outubro, quando a Câmara retoma as sessões presenciais.


Enquanto isso, líderes dos partidos da base do governo no Congresso Nacional já descartam a aprovação da reforma administrativa pela Câmara dos Deputados neste ano. A reforma administrativa não será votada neste ano e nem no próximo — disse o líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL).


— O tema não está amadurecido para ir à votação e quanto mais se aproxima o fim do ano, mais o cronograma eleitoral dificulta a sua aprovação – disse o líder do DEM, Efraim Filho (PB).


O líder do Cidadania, Alex Manente (SP), também avalia que o texto está longe de obter uma maioria qualificada no plenário.


— Não vejo a formação dessa maioria no curto prazo. Não será fácil aprovar neste ano. O debate está contaminado pelas eleições — disse Manente, acrescentando que é defensor da reforma.


As dificuldades do governo para aprovar a reforma se dão, em grande parte, pela grande pressão que os deputados estão sofrendo por parte do funcionalismo público. Nesta semana, entidades de todo o país voltaram a se reunir em Brasília para pressionar os parlamentares.


Mobilizações virtuais para convencer deputados e deputadas indecisas também estão ganhando força. No próprio site do Observatório é possível acessar redes sociais, Whatsapp e email dos deputados para pressionar.


Confira aqui o levantamento do Observatório da Reforma Administrativa e pressione os parlamentares gaúchos!


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